domingo, 1 de junho de 2008

Confesso...

Confesso que errei. Durante toda minha vida cometi os piores erros que alguém poderia cometer. Entreguei meu coração à aquele que nunca soube como tratá-lo. Dediquei-me á amizades as quais sabia que apenas trariam-me mais riscos. Procurei por batalhas ao invés de fugir elas. Chorei, diversas e incontáveis vezes meus olhos não aguentaram a pressão e cederam, e eu provei o gosto do fracasso nas minhas lágrimas. Menti. Menti em dizer que não o amava, menti em afirmar que o amava, menti quando urrava maldições e menti quando gemia baixo as palavras desconexas nos braços que me acalentavam. Não me arrependo. Se tivesse a chance de reverter o passado, de mudar tudo aquilo que fiz... se pudesse fazer com que minhas decisões seguissem outra direção... eu não o faria. Novamente entregaria meu coração, e outra vez passaria noites em claro amaldiçoando o nome dele, e mais uma vez morreria - se assim fosse possível - pelos ideais que nunca abandonei, mas uma vez mentiria e protegeria aquilo o que me é sagrado. Minha alma é livre e finalmente sanada de qualquer pecado eu posso gritar que vivi! Vivi os problemas e os amores, vivi a guerra e vivi a paz, vivi e ódio depois de tudo...venci.

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